Arquivo anual: 2012

#5 retrospectiva

Não me lembro a última vez que fiz ou esbocei uma retrospectiva, mas esse ano, na solidão de um quarto em Setúbal, fiquei tentado em refletir e escrever um pouco sobre o grande (enorme) ano que se passou. Claro que, seguindo a própria razão de ser desse blog, acompanham as palavras doze fotografias representativas desse ano. Então vamos lá.
2012, definitivamente, foi um dos melhores anos da minha vida, isso eu posso dizer com uma certeza certeira. Mas é preciso usar algumas palavras específicas, ou melhor, é necessário ter cuidado para escolhê-las, senão corro o risco de ser abrangente e não registrar nada, apenas usar palavras mais banais e comuns para escrever algo que não pertence a ninguém.
Esse ano que mal terminou foi o ano das surpresas, dos suspenses, das atitudes, dos ventos novos e de uma agitação intensa. Comecei aprendendo uma nova língua, que me encantou e me fez me apaixonar novamente pela minha própria língua. Passei por grandes momentos de provação profissional (fosse em uma escola ou em outra), aprendendo muito com as crianças lindas (e também com os professores e outros profissionais) que tive o prazer de conviver. Me apaixonei pela literatura infantil, por suas possibilidades infinitas e por sua complexa e tocante simplicidade – e de novo aprendi a ler e sentir.
E daí eu tive a certeza que, apesar de todas as dificuldades, contratempos e durezas, eu escolhi o caminho “certo” (entre aspas, porque nunca sabemos o que há porvir). E digo isso com propriedade pois, quando tudo estava ótimo, tentei o inesperado e acabei vindo parar em outro país, do outro lado do Oceano Atlântico. Não antes de passar por uma cirurgia, aprender mais sobre mim, brigar, sentir raiva, ficar distante de uma amizade forte e importante – e sempre trabalhando muito, estudando muito e me divertindo muito.
Revi minhas prioridades, peguei minha câmera e fotografei mais, fiz nascer um novo blog, vi como meus amigos são um barato e senti o carinho de um monte deles durante todo esse processo. Passei um por um mês de ansiedade comedida e também por tardes lindas com novas pessoas lindas. Acompanhei os sucessos dos meus melhores amigos, em suas escolhas acertadas e em suas casas novas. E quando nada parecia mais me surpreender, pisei em solo português e conheci uma gente surpreendente. Vivi semanas tão intensas que pareceram meses, amizades surgiram do nada e foram tantas as risadas e jogos de cartas que mal posso contar.
Andei um pouco por essa Europa, fiquei por semanas com a sensação de que tudo era um sonho e daí fui conhecer lugares que igualmente pareciam (e se parecem, na verdade) com sonhos! Tentei conciliar os estudos, as viagens, as noites longas, as amizades, a distância e os amores. Conheci tanta gente como há muito tempo eu não conhecia e, claro, caí de amores por algumas e de ódio por outras – o bom é que algumas vezes minha opinião mudou, e quem me conhece sabe como isso é difícil. Me apaixonei por Setúbal e não sei se vou conseguir viver em São Paulo de novo, mas tudo bem, pelo menos há as pessoas macias lá. E tudo isso pra estar aqui, hoje.
E fico muito feliz em saber que de fato aprendi e mudei, sou e não sou parecido com o Shin que existia no dia primeiro de janeiro de 2012. E que bom! Agora é só aguardar pelas novas aventuras que 2013 promete.
Feliz ano novo para todos – e muita força para viver nesse mundo!

Sevilha [Espanha]

Não faz muito tempo, exatamente no dia 20 último, me deparei com algumas fotos de uma viagem de meses atrás, que eu já havia tratado mas que permaneciam na escuridão das infinitas pastas destes últimos meses. Aquelas duas fotografias não eram as únicas tratada e eu já estava quase que por me esquecer delas. Pois, aqui estou para colocar as restantes e falar um pouco da cidade em questão: Sevilha.

sevilha

Ainda em tempo, também criei uma nova categoria, viagens, para tentar organizar um pouco as minhas impressões de viajante iniciante. Claro que não tenho a pretensão de ser repórter ou literário, então me perdoem eventuais saltos, brancos, lacunas e informações publicadas em diversos posts ~ mas também acho que isso fica mais divertido.

Vamos diretamente ao ponto: Sevilha é uma cidade legal e todo mundo que vai pra lá, aparentemente, adora, mas, infelizmente, isso não ocorreu comigo. Não sei se porque o tempo estava meio estranho [o único dia de sol foi o que tirei essas fotografias] ou se porque eu ainda estava em choque pelo tamanho amor que rapidamente nasceu por Portugal ou se foi só o cansaço de uma longa viagem até lá [antes de chegar lá, passei por onze horas em Madri].

De qualquer forma, passei quase quatro dias por lá, andei um tanto, fui bem turista naqueles dias, passei de barco pelo Guadalquivir e consegui ter alguma noção das coisas por lá e, exatamente por isso, posso dizer que não ter gostado de lá não foi uma coisa de birra, cansaço ou qualquer outra coisa.

Apesar de tudo isso, foi uma viagem muito marcante e importante, pois foi a primeira vez, desde que havia chegado em Portugal, que eu pisava fora do país e também essa viagem acabou me aproximando de uma pessoa maravilhosa que conheci aqui em Setúbal, e que é de Sevilha [um beijo, Mari Tere <3].

E ficam as fotos para me fazerem sempre lembrar de uma viagem que parecia uma aventura, de dias muito bons, da melhor azeitona do mundo, da simpatia dos espanhóis e de como viajar nos fazer conhecer melhor um tanto de coisas.

Água

borbulhando

Pouco tempo atrás eu compreendi que a água realmente é algo que esteticamente me interessa – e, na realidade, também me interessa, me agrada, me encanta e me anima em muitos aspectos. De qualquer modo, fiquei pensando algum tempo em como eu poderia trabalhar isso em fotografias, sem equipamentos especiais, sem mergulhos magnificos ou grandes técnicas que eu não possuo.

cristal

Pensei muito. E cheguei à conclusão que precisava explorar e errar e ver no que dava. E aqui estamos.

mensagem equilíbrio onda terra e mar céu e mar proximidade e tensão sem título