Para um jovem poeta

Há poucos dias eu me deparei (mais uma vez) com a pergunta “Por que eu faço tudo isso? Para que fotografar, desenhar, escrever?”. Sempre ela me acomete e costuma causar muito estrago pois eu sou daqueles que costumam pensar mais do que fazer. O frustrante de tanto pensar é a sensação de nada fazer, de nunca sair do “mundo das ideias”, de nunca ver algo produzido materialmente. Então, completamente sem querer, reencontrei este trecho, enquanto procurava outra coisa:

“Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade: é a natureza da sua origem que a julga. Por isto, meu prezado senhor, apenas me é possível dar-lhe este conselho: mergulhe em si próprio e sonde as profundidades de onde jorra a sua vida. Só desta maneira encontrará resposta à pergunta: “Devo criar?”

(Cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke)

Não sei se estou ou devo seguir este conselho, mas sei que ele me acalmou ligeiramente. E caminhamos. Caminhemos.

E para não dizer que não falei de flores, apesar da falta de nexo, nesses últimos dias desabrochou uma das flores que ganhei no meu último aniversário – é, a natureza nos surpreende nos momentos mais inesperados. Que boa surpresa!
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s