Saudades das paisagens

Apesar dessa série já ter sido finalizada, achava que faltava um ponto final mais marcado, por isso volto agora para dar o fim que acho justo a esta série fotográfica / exercício fotográfico que tanto prazer me deu.

Quando comecei a fotografar quais seriam as paisagens da saudade, ou seja, as vistas mais comuns para mim, mas que me seriam caras hoje, fiquei imaginando e procurando a fundo os lugares mais básicos dos meus dias em São Paulo. O exercício foi gratificante e, hoje olhando as fotos, mais de uma semana após minha partida, vejo que fui certo, direto ao ponto.

Mas também ainda não posso dizer que já sinto saudades. Na realidade, me parece que – como imaginei – as vistas em si não me fazem tanta falta, mas sim o que eu sinto é a saudade das pessoas que completam essas vistas, seja em casa, no trabalho, na faculdade, nas casas dos amigos, nos bares, nas ruas. E também vejo que sempre queremos mais, e sinto que a insatisfação corre como o rio que serpenteia aqui perto da minha nova-e-temporária casa: sem freio.

De qualquer modo, como fui feliz registrando as saudades das minhas paisagens.

– – –

Paisagens da saudade [2012]
#1 paisagens da saudade
#2 paisagens da saudade II
#3 margens plácidas
#4 mirandópolis
#5 três cenas
#6 as flores do jardim da nossa casa
#7 perto
#8 entre casas e ruas
#9 verão vermelho
#10 janelas abertas e outras cenas
#11 morrendo de saudade
#12 entardecer, anoitecer, noite

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