#3 onze

Vou cortar um pouco a ordem cronológica das coisas para falar algo que me parece muito importante dizer. Estava pensando em falar sobre vários temas, incluindo o “viajar” em si, mas eis que na vida nem sempre (ou quase nunca) as coisas acontecem de um modo muito lógico e cronológico, portanto, vamos ao que interessa. Vamos à ação!

a hora primeira, o chapéu

Não um dia, um fim de semana, uma semana ou quinze dias, mas sim onze horas: por quase exatas onze horas eu permaneci em Madri, a cidade que mais quase não-visitei durante a minha estadia europeia. Explico: tanto na vinda, como na volta, fiz e farei conexões intermináveis em nesta cidade e, por razões financeiras, já havia desistido de ir conhecer a capital espanhola. Mas eis que o destino e uma viagem louca (para Sevilha) me colocaram de frente com a possibilidade de ter algumas horas lá.

a hora segunda, a caminhada

E como decidir o que fazer numa cidade tão grande em tão pouco tempo? Passei da pergunta à resposta em realmente pouco tempo e então estava eu saindo da estação Atocha para as minhas duas únicas reais razões de visita: o Museo del Prado e o Museo Reina Sofia. O que eu quero dizer é que, ao pensar no que faria por lá, automaticamente me lembrei do porquê do meu desejo de conhecer essa cidade (que eram justamente ir a estes museus para, mais especificamente, ter acesso a duas telas – Guernica, do Picasso, e As meninas, do Velázquez).

a hora terceira, a cabeça
a hora quarta, a rainha

Foi exatamente assim, nesses dois lugares, matando meu desejo, que passei a maior parte das minhas horas em Madri (juntando almoço, caminhada, pequenas paradas para contemplar a feiura da cidade etc). Sei que tanta coisa faltou para ver, visitar, respirar, conhecer, andar, tocar, experimentar, mas se me perguntam se me arrependi das minhas escolhas, a resposta é fácil: não! (Mesmo porque, cá entre nós, a minha primeira impressão da cidade não foi nem de perto boa).

a hora quinta, à espera
a hora sexta, o templo
a hora sétima, ela e ele

Na realidade não há muito o que dizer, pois além de ser quase impossível descrever estes dois museus, o tamanho da minha alegria também é indescritível. Tanto que na realidade o que mais me motivou a escrever um pouco mais sobre essas incríveis onze horas, foi para registrar de leve as coisas que me passaram à cabeça. Ou seja, Madri me pareceu uma cidade meio estranha e pouco convidativa; Guernica e o Museo Reina Sofia não me surpreenderam tanto quanto eu imaginava; ainda bem que há As Meninas, Velázquez e as Pinturas Negras, do Goya, para me encantar de um modo inexplicável.

a hora oitava, a placa

Resumo e retomada: foram onze horas de muita arte, algum tédio, algumas frustrações, tempo feio mas algumas enormes boas razões para voltar lá. Quem sabe um dia.

a hora nona, o jardim
a hora décima, a leitura
a hora décima primeira, salida
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