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monteiro lobato e o racismo: uma leitura

Fazer um trabalho que, a princípio, seria uma análise de textos acadêmicos, acabou tomando uma outra proporção. Ao pedir recomendações de críticas e de discussões sobre o racismo na obra infantil de Monteiro Lobato, fui surpreendido pelo igual interesse dos outros sobre esse tema. Tão logo iniciei a pesquisa e as leituras compreendi: é difícil encontrar diferentes posições no emaranhado da polêmica.

Neste trabalho, aqueles que tiverem a paciência da leitura verão, provavelmente negligenciei uma análise mais profunda sobre a questão racial. Meu objetivo era olhar o texto de Marisa Lajolo e de José Roberto Whitaker Penteado. No entanto, as tantas lacunas, as muitas perguntas e os inúmeros vazios estão registrados. Para mim, essa discussão apenas começa aqui.

A disciplina Escrita e Estilo em Estudos Literários, ministrada pelo Prof. Dr. Fernando Paixão, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP,  acabou me dando a oportunidade de entender um pouco mais sobre esse ponto sempre polêmico, e sempre necessário, sobre o racismo na obra infantil de Monteiro Lobato. Apenas um primeiro passo.

Espero que façam uma boa leitura.

O homem e a máquina

Já tinha postado uma outra versão dessa foto aqui no blog (nesse post), mas essa outra versão me chamou muito a atenção, principalmente após o tratamento e a passagem para o pb.

Não sei muito bem o que falar, por isso mesmo um tempo entre a postagem de uma versão e outra, mas a imagem mexeu bastante comigo e ficou na cabeça – e não estava “combinando” ou dialogando com outras fotos minhas, então acho que vale o post isolado.

Daí também estou a ler “a máquina de fazer espanhóis” do valter hugo mãe e ainda não sei dizer se estou gostando ou não do livro, mas a palavra máquina e as sensações do começo da leitura também ficaram e me levaram, neste momento, à minha foto – embora entre elas não haja uma conexão muito clara, objetiva ou óbvia.

Mas estou divagando, porque horas se passaram comigo dentro do banco, à espera de um atendimento eficaz, e havia este livro e a lembrança dessa foto.

Objetos transcendentes

A cada momento que passa e eu paro para pensar na quantidade de coisas que aconteceram esse ano (e que, eventualmente, mudaram o curso do rio, sopraram-me para outros rumos etc) eu fico até tonto. Muita coisa já rolou e, sei, ainda vai rolar.

Enfim, uma das coisas mais impressionantes para mim foi o fato de quatro anos depois (esse número cabalístico) eu ter de voltar a fazer um vídeo. Ok, não foi um TCC, era na Faculdade de Educação – ou seja, sem todo o rigor e pressão que poderia haver – mas de qualquer modo era um vídeo. E quem me conhece há pelo menos 4 anos, sabe qual é a tensão de tudo isso.

Antes que eu me empolgue mais e acabe escrevendo todo um livro sobre essa situação, vou resumir brevemente o ocorrido: dentro das propostas diferentes do Prof. Marcos Ferreira (lá da FEUSP e que também coordena o vital Lab_Arte) havia como “avaliação final” do curso/disciplina a realização de um vídeo-poesia, cujo tema cada grupo escolheria conforme seus interesses e visões sobre educação. Eu e meu grupo (as lindas Nailze, Suzane e Eloah – ♥) discutimos um pouco e acabamos caminhando por conversas que nos levaram a querer falar sobre os livros. E termino por aqui, que cada um tire suas conclusões ao ver o resultado disso tudo.

Mas, antes de terminar, vale dizer que por mais que no começo eu tenha sofrido um pouco com essa coisa de “fazer um vídeo”, no final valeu. E como. Acho que um ciclo terminou. Que bom!

P.S.: Para não dizer que eu não dei créditos, a música é do Caetano Veloso (Livros) e está no álbum Livro, de 1997. Já as fotos são todas minhas! Eba!