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Faz escuro mas eu canto

É, um domingo cheio de encontros (pessoais, íntimos, pequenos, aqui dentro do coração e da memória). E que bom reencontrar-me com essa música, depois de quase cinco anos – e ver tudo o que passou, o que ficou, o que mudou…

É, “vale a pena não dormir para esperar a madrugada cantar”.

composição com galo e escuridão

Faz escuro mas eu canto (Tiago de Mello / Monsueto) Nara Leão – Manhã de Liberdade (1966)

Setúbal & fotografia: um esboço

na janela

Já faz algum tempo que ando pensando numa série de fotografias para homenagear e registrar todo o sentimento que eu tenho por essa cidade onde eu tenho vivido. Ainda não sei bem o que fazer, mas sei que as fotografias que coloco aqui hoje têm um pouco do clima e das sensações que me batem quando penso em uma “ode à Setúbal“.


Somado a essa abstração, também surgiu no shuffle outro dia Fotografia e que tão bem pareceu traduzir para mim o que eu próprio sinto. Daí também faz parte desse esboço completamente sem forma – um pouco parecido com as letras deformadas e a janela suja, com o sol batendo e cegando.


Fotografia (Tom Jobim) Nara Leão & Tom Jobim – Os meus amigos são um barato (1977)

E ainda tem o céu, a água, o rio, as pessoas… as possibilidades são imensas. Mas algo está nascendo e logo mais terei pronto. Uma pena, porque daí estarei me despedindo e indo embora. E então será um adeus.

setúbal & fotografia

O divã

O divã (Erasmo Carlos / Roberto Carlos) – … e que tudo mais vá pro inferno ou Debaixo dos caracóis dos seus cabelos – 1978

Apesar de ouvir esse álbum já faz um certo tempo, somente essa semana me detive na beleza dessa canção. Me identifiquei neste momento e estou ouvindo no repeat eterno. Não vou tentar explicar, nem quero, pois acho que ela tem muito a dizer e tocar em cada um.

Separei um trecho da letra, que para mim é muito tocante, pois coloca em palavras muito boas uma sensação e visão que tenho das coisas. E acho que este novo blog está exatamente por aí.

“Mas o meu passado vive / em tudo que eu faço agora / ele está no meu presente / mas eu apenas desabafo / confusões da minha mente”